17/08/24

A maior mentira que a escola te ensinou.

Foram muitas, mas essa se destaca:

Que vocĂȘ precisa ser dependente.

Eu nĂŁo cheguei a acreditar nisso Ă  toa.

Ao longo da histĂłria, filĂłsofos e educadores apontaram isso.

SĂłcrates, Maria Montessori, Ivan Illich e John Gatto, sĂł para citar alguns.

Esse Ășltimo sendo o autor do livro “Emburrecimento Programado”.

Um clĂĄssico que destaca os muitos problemas do sistema educacional.

Nele, Gatto fala sobre “O professor de sete liçÔes”.

Essas seriam as 7 liçÔes que os professores acabam ensinando inadvertidamente às crianças.

Elas sĂŁo, respectivamente:

  1. Confusão: As matérias são ensinadas de maneira fragmentada, deixando os alunos confusos.
  2. Posição de classe: Os alunos são conscientizados de seu status social por meio de notas e classificaçÔes.
  3. Indiferença: O sistema incentiva a apatia ao mover os alunos de uma matéria para outra sem estimular um interesse profundo.
  4. DependĂȘncia emocional: Os alunos aprendem a depender das figuras de autoridade para aprovação e desaprovação.
  5. DependĂȘncia intelectual: O sistema ensina que o conhecimento vem de fontes autoritĂĄrias, em vez de atravĂ©s da autodescoberta.
  6. Auto-estima provisória: O valor próprio estå ligado a notas e validação externa.
  7. Não é possível esconder-se: Os alunos são constantemente monitorados e avaliados, deixando pouco espaço para privacidade pessoal ou autonomia.

Se isso despertou alguma curiosidade, recomendo muito adquirir uma cĂłpia do livro.

Mas o que quero focar agora, em particular, Ă© a dependĂȘncia.

Das 7 liçÔes, 2 tĂȘm essa palavra.

Isso nĂŁo Ă© coincidĂȘncia.

A razĂŁo pela qual ela aparece duas vezes Ă© porque Gatto percebeu o quĂŁo forte era.

Ele lecionou em escolas por 30 anos e ganhou o prĂȘmio de Professor do Ano da Cidade de Nova York vĂĄrias vezes.

Ainda assim, com uma carreira tĂŁo brilhante, ele decidiu abandonar tudo.

NĂŁo aguentava mais fazer parte desse processo de construção de dependĂȘncia.

Em suas prĂłprias palavras:

“Bons alunos esperam os professores dizerem o que devem fazer. Esta Ă© a lição mais importante de todas: devemos esperar outras pessoas, mais instruĂ­das do que nĂłs, dar sentido Ă s nossas vidas. O especialista faz todas as escolhas importantes. Somente eu, o professor, posso determinar o que meus alunos devem estudar, ou melhor, somente as pessoas que me pagam podem tomar tais decisĂŁo, que eu entĂŁo executo.” pg. 46

Sabe, eu ensino idiomas hå quase uma década.

Desde o meu primeiro dia (quando tinha 16 anos), eu percebi isso logo de cara.

A pergunta mais feita por todos os alunos sempre era:

“Mas como eu estudo?”

E sabe por que me perguntavam isso?

Porque eu sempre dizia:

“VocĂȘ nĂŁo vai se tornar fluente porque tem 1 hora por semana comigo.”

“VocĂȘ sĂł vai se tornar fluente se passar tempo com o idioma em si.”

Nesse exato momento eles me faziam a pergunta.

Eles achavam que sĂł ter aulas de gramĂĄtica eventualmente os tornaria fluentes.

Agora que sabiam que precisavam estudar em casa, ficavam perdidos.

NĂŁo sabiam se deveriam fazer os exercĂ­cios do livro.

Ou sĂł assistir um vĂ­deo ou filme com legendas.

Ou talvez usar um aplicativo?

Nenhuma ideia.

E adivinha?

Eu também não.

Eu tinha 16 anos, falava inglĂȘs fluentemente e nĂŁo fazia ideia de como tinha conseguido.

Mas Ă© exatamente esse o ponto.

Ninguém me ensinou como aprender, eu só tentei vårias coisas que eu gostava e de algum jeito deu certo.

Curiosamente, os poucos amigos que eu tinha que tambĂ©m falavam inglĂȘs fizeram o mesmo.

E eles não sabiam explicar como conseguiram também.

Só meio que “aconteceu”.

Isso vai 100% contra o que vocĂȘ aprende na escola.

VocĂȘ Ă© ensinado a esperar por instruçÔes.

Te dizem que vocĂȘ precisa de direçÔes claras para tudo.

Quer dizer, os professores sabem melhor, né?

Caso contrĂĄrio, eles nĂŁo estariam lĂĄ.

EntĂŁo, por que tentar fazer por conta prĂłpria?

E como poderĂ­amos culpar os alunos por nĂŁo tentarem.

Se eles saĂ­rem das diretrizes, vĂŁo ser punidos.

Notas baixas, advertĂȘncias dos professores, o risco de ser enviado para a diretoria…

O terror.

Isso fomenta uma profunda crença na dependĂȘncia como o Ășnico caminho.

Em confiar e seguir o que for determinado como o caminho correto.

Agora, eis o problema com isso.

Aprender Ă©, em sua essĂȘncia, um esforço ativo.

Isso significa que tem que ser ativamente procurado pelo indivĂ­duo.

Uma vez que vocĂȘ entenda isso, vai entender que VOCÊ precisa fazer o trabalho.

Entretanto, como vocĂȘ Ă© um indivĂ­duo, certas coisas vĂŁo funcionar melhor para vocĂȘ.

Outras nĂŁo, mesmo que vocĂȘ seja pago para fazĂȘ-las.

Pensa nisso por um segundo:

Cada habilidade que vocĂȘ teve que desenvolver pro seu trabalho atual.

As milhares de coisas que vocĂȘ teve que aprender para se tornar um bom pai ou uma boa mĂŁe.

O conhecimento que vocĂȘ adquiriu para cuidar da sua casa.

Eu poderia continuar por dias.

VocĂȘ aprendeu tudo isso na escola?

VocĂȘ pagou alguĂ©m para te guiar em cada uma delas?

Claro que nĂŁo.

VocĂȘ encontrou uma maneira de fazer.

Testou um monte de coisas.

Cometeu muitos erros.

Se cansou de tudo.

Talvez até tenha pensado em desistir.

Mas vocĂȘ perseverou.

E olha sĂł para vocĂȘ agora.

VocĂȘ tem noção do quanto vocĂȘ teve que aprender para chegar aonde estĂĄ agora?

VocĂȘ tĂĄ aqui.

TĂĄ vivo.

VocĂȘ conseguiu.

VOCÊ conseguiu.

Não esqueça disso, seja lå qual for o seu desafio atual.

Talvez seja aprender um novo idioma do zero.

Talvez seja se preparar para a sua primeira viagem ao exterior.

Talvez seja ter o seu primeiro filho.

Seja o que for, saiba que vocĂȘ vai conseguir.

Mas saiba que vocĂȘ sĂł vai conseguir se VOCÊ fizer o trabalho.

EntĂŁo, se vocĂȘ nĂŁo sabe como fazer algo, nĂŁo espera.

Procura.

Veja vĂ­deos sobre isso.

Anote as coisas.

Arregaça as mangas e pÔe a mão na massa.

Foi assim com tudo na sua vida.

NĂŁo vai ser diferente agora.

É aí que a educação de verdade começa.

Ou, como o prĂłprio John Gatto disse:

“Qualquer que seja a concepção de educação, ela deveria fazer de vocĂȘ um indivĂ­duo Ășnico, nĂŁo um conformista; deveria fornecer-lhe um espĂ­rito original, para enfrentar grandes desafios; deveria permitir-lhe encontrar valores que lhe servirĂŁo de guia por toda sua vida; deveria tornĂĄ-lo espiritualmente rico, uma pessoa que ama o que quer que faça, onde quer que esteja, com quem quer que esteja; deveria ensinar-lhe o que importa: como viver e como morrer.” pg. 97

VocĂȘ consegue, meu amigo.

E vocĂȘ vai.

Tenha fé.

E aja nela.

Quem Ă© Jonatha Koeller?

Sou um poliglota autodidata fluente em 6 idiomas e jĂĄ a caminho dos prĂłximos. HĂĄ 9 anos ajudo pessoas a desbloquear sua capacidade natural de aprender lĂ­nguas e alcançar a fluĂȘncia no idioma desejado em questĂŁo de meses.

Jå trabalhei como mentor de idiomas em empresas como Sony Music, Vale, Globo, Accenture, Scrumlaunch, ajudando desde funcionårios da base até CEOs.

NĂŁo sei o que vocĂȘ vai achar mais surpreendente: eu ter feito isso tudo, ou ser careca aos 26. De qualquer forma, vocĂȘ pode ser a prĂłxima pessoa que vou ajudar a se tornar fluente, desbloqueando sua capacidade natural de aprender lĂ­nguas.

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Tenha aulas particulares com um professor nativo toda semana e esteja falando inglĂȘs em 6 meses sem precisar de livros de gramĂĄtica e exercĂ­cios chatos.

VocĂȘ vĂȘ o que eu sou. O que eu sou Ă© resultado daquilo que faço repetidamente. ExcelĂȘncia nĂŁo Ă© um ato. .É um hĂĄbito.