1 newsletter, 10 anos de aprendizado. É só aplicar.
1. Não foca na tradução, foca na função.
Nem tudo dá pra traduzir literalmente.
E nem precisa.
Em vez de pensar “qual é a tradução disso?”, se pergunta:
Como um nativo falaria isso na situação X?
Exemplo: “Necas de pitibiribas”.
Não existe literalmente em inglês.
Mas a função dela (zero, nada, nem um pouco) pode ser passada com:
Zilch, Diddly-squat, ou Jack shit (mais vulgar).
Já a expressão baiana “barril dobrado” pode ser:
A mess, a disaster, ou no lado positivo, dope, fire, next level.
As ferramentas que eu recomendo pra achar equivalentes com a mesma função:
2. Gramática não se consome, se consulta.
Aula de gramática é igual bula de remédio.
Você não lê inteira de uma vez.
Você consulta quando precisa.
Esquece maratonar vídeos de tempo verbal.
Você aprende a usar tudo isso vendo na prática.
O que fazer:
3. Idioma não é matéria, é habilidade.
Matéria você estuda pra tirar nota.
Habilidade você treina pra poder usar.
Você não aprendeu a andar lendo sobre equilíbrio.
Também não aprendeu a nadar lendo sobre mergulho.
Você tentou, falhou, ajustou, tentou de novo.
Com idioma é a mesmíssima coisa.
O que fazer:
4. Fluência é hábito.
Não é talento.
Nem dom.
Nem QI.
É repetição.
Você aprendeu português porque ficou exposto a ele todos os dias por ANOS.
Fluência vem de fazer o idioma virar parte do seu dia.
Considerando isso, faça o seguinte:
5. Uma boa fala não começa na boca, começa no ouvido.
Essa é uma frase do livro “How To Learn a Foreign Language” (Como Aprender um Idioma Estrangeiro), de Paul Pimsleur.
Você só fala bem português porque ouviu muito.
Assim, seu ouvido criou um catálogo de sons do idioma.
E foi por esse catálogo que você começou a repetir.
Com outro idioma, o processo é o mesmo.
O que fazer:
Quanto mais você ouve e imita, melhor fala.
6. Flashcard funciona, mas não é obrigatório.
Flashcard é só uma forma de repetição espaçada.
Caso você não saiba, repetição espaçada é um jeito de estudar com intervalos cada vez maiores para quebrar a curva natural de esquecimento do cérebro.
Mas não é a única.
Você não usou flashcard pra aprender português, né?
E sabe por que?
Porque quando se faz uma imersão no idioma, essa repetição acontece naturalmente.
Então, aqui vai o que fazer:
7. Quem ri de você tentando falar outro idioma te faz um favor.
É sério.
Se alguém ri porque você tá tentando crescer, essa pessoa é uma idiota.
Ela tá te fazendo o favor de revelar a você que não vai te apoiar na sua jornada de crescimento.
Ou seja, está te mostrando que não merece estar na sua vida.
O que fazer:
8. Não é o gringo que fala rápido. É todo mundo.
Português também é rápido, mas tem uma diferença:
Você já tem o “catálogo de sons” do português, então consegue entender sem problemas.
Em outro idioma, esse catálogo ainda não tá pronto.
Mas como criá-lo na outra língua?
Simples: fazendo exatamente o que você fez pra criá-lo em português.
O que fazer:
9. Cursinho tradicional não quer te ver fluente.
Muita gente ainda acredita que fazer curso é igual resultado.
Mas o que vale de verdade é o que você faz fora da aula.
Cursos seguem currículos fixos.
O objetivo principal é vender o livro didático e a mensalidade, não te ver fluente realmente.
O que fazer:
10. Ninguém vai vir te salvar.
Não existe guru que vai colocar o idioma na sua cabeça.
É VOCÊ!
Todos os métodos do mundo não funcionam se VOCÊ não agir.
O cérebro aprende o que você repete com atenção e intenção.
Então faça o seguinte:
E, antes de terminar, um último recado:
Depois de ler isso aqui, vai fazer alguma coisa no idioma!
Nem que seja 5 minutos.
Coloca um podcast.
Tenta escrever uma frase nova.
Treina a pronúncia de uma palavra.
O que você faz hoje vira fluência amanhã.
Confia.
Vai fundo, meu amigo.