29/10/24

É pra ser difícil mesmo.

Mas não como você pensa.

Não é pra dizer o que eu vou agora na minha área.

Quer dizer, as pessoas já acreditam que aprender outro idioma é difícil.

Então, para que eu reforçaria isso dizendo “aham, é sim :D”?

Porque as pessoas precisam entender o seguinte:

Aprender um idioma não é difícil pela linguística.

O difícil é que você precisa superar o conforto, as dúvidas, a procrastinação, a preguiça e tudo que sabe que já deveria ter vencido.

Eu aprendi 5 idiomas por conta própria, e tive que lidar com tudo isso toda. santa. vez.

Aprender uma língua é um espelho muito desconfortável.

Não porque idiomas são naturalmente difíceis.

Mas porque para aprender, é preciso abandonar comportamentos e padrões de pensamento velhos.

É um desafio psicológico, não intelectual.

Isso acontece com qualquer novo empreendimento que você decide encarar.

E daí surge a questão: como garantir o progresso?

O que você pode fazer para assegurar o sucesso?

Na verdade é mais fácil do que você pensa.

Mas não do jeito que você pensa.

Por quê? Porque há um método comprovado para isso.

Agora, lembra, estamos falando de superar antigos hábitos.

Logo, estamos falando de hábitos.

E se é uma questão de hábitos, então James Clear (autor do livro Hábitos Atômicos) já nos mostrou como fazer.

Funciona assim:

Vamos ver passo a passo:

1ª lei – Torne o hábito claro (na versão em inglês ele diz “óbvio”).

Como tornar o outro idioma “óbvio”?

De alguns jeitos:

  1. Coloca o idioma em TODOS os lugares.
  2. Configura TODOS os seus dispositivos no idioma.
  3. Troca TODO o conteúdo que você consome pro idioma.

Pensa nisso:

Como você aprendeu a sua língua materna com tanta proficiência?

Você tem um sotaque que muitos dariam tudo para ter.

Você raramente trava quando fala.

Você encontra as palavras que quer sempre que precisa.

A resposta é bem simples:

Ela sempre esteve ao seu redor desde o primeiro dia.

Por força da repetição, entrou na sua cabeça.

Então, aqui vai uma mensagem para quem tá lendo e ainda não fez isso:

FAZ ISSO AGORA!

Assim que terminar de ler essa news, coloca tudo no outro idioma.

É assim que ele se tornará óbvio.

2ª lei – Torne o hábito atraente.

Como tornar o aprendizado de um novo idioma atraente?

Na minha opinião, três maneiras principais:

  1. Se apaixone por algo no idioma.
  2. Passe tempo com o que realmente te move.
  3. Esteja com pessoas que estejam no mesmo caminho.

Fundamentalmente, aprender um novo idioma é como construir um relacionamento.

Você só namoraria alguém se gostasse de passar tempo com essa pessoa.

E você só gostaria de passar tempo com ela se tivesse uma troca positiva.

Use a mesma lógica com o outro idioma.

O que você ganha com isso?

O que o tempo gasto com esse idioma te oferece em troca?

Está te dando novas ideias?

Te fazendo mais feliz?

Te fazendo rir mais?

Te dando mais conhecimento?

Precisa te impactar de um jeito muito poderoso.

Agora, tenho que ser bem sincero com você.

Eu aprendi cinco idiomas durante a pandemia.

Sem sair, sem encontrar gringos, sem nada.

Dava pra contar nos dedos o número de pessoas que tinham o mesmo interesse.

Essas pessoas (alguns franceses, outros italianos, outros latinos) me ajudaram demais a continuar.

Então, se certifique de ter pessoas ao seu redor com quem você possa praticar e que vão fazer o aprendizado mais divertido.

Aliás, eu criei o Language Learning Cohort exatamente por isso.

É minha comunidade para estudantes sérios de idiomas.

Toda hora vejo as pessoas ajudando umas às outras e penso:

“Meu Deus, COMO eu queria ter tido isso naquela época…”

Isso facilita encontrar conteúdo, estruturar um plano e seguir em frente.

Essas são as coisas que vão te ajudar a tornar o aprendizado atraente.

3ª lei – Torne o hábito fácil.

Como fazer isso:

  1. Respeitar os 3 grandes “se’s”.
  2. Usar o temptation bundling.
  3. Remover as distrações.

Qualquer pessoa que já tentou aprender inglês ouviu isso antes:

“Você devia assistir Friends!”

E sim, devia mesmo!

Com três grandes SE’s:

SE seu nível atual permite, SE você gosta, e SE dá pra fazer isso todos os dias.

Não adianta assistir horas de conteúdo quando você entende só 10% dele.

Assim como não ajuda passar horas com algo que você entende, mas não gosta.

E também não vai ajudar se dá pra entender e você gosta, mas exige um tempo que você não tem disponível.

Respeitar os 3 grandes “se’s” é respeitar a si mesmo e criar expectativas alcançáveis.

Uma das melhores maneiras de seguir em frente é com o temptation bundling.

Basicamente, é juntar algo que você gosta de fazer ao que precisa fazer, ficando mais fácil formar o novo hábito.

Aqui vão uns exemplos:

Gosta de ouvir trap enquanto malha? Faz isso com traps no outro idioma e traduz as letras.

Gosta de ver anime? Vê no outro idioma com legendas também nesse idioma.

É um cantor profissional de chuveiro? Começa a cantar músicas no outro idioma.

Agora, percebeu uma coisa?

Falei de algo que se faz enquanto malha, outro provavelmente em casa, e o último no banho.

A razão disso é por conta do terceiro grande “se”: se você pode fazer todos os dias.

Porque para poder fazer, é preciso ter algumas opções para escolher.

E para garantir que vai continuar, tire todas as distrações ao seu redor.

Se puder fazer sem o celular, deixe ele em outro cômodo.

Se precisa fazer no celular, ative o modo Não Perturbe.

Se só puder fazer num ambiente barulhento, use fones de ouvido e aumente bem o volume.

É assim que tudo vai ficar muito mais fácil.

4ª lei – Torne o hábito satisfatório.

Na minha quase década ensinando idiomas, os melhores jeitos de fazer o aprendizado ser satisfatório são:

  1. Acrescente-o ao que você já gosta.
  2. Não se leve a sério.
  3. Tenha experiências únicas por meio do idioma.

O número 1 é autoexplicativo.

Gosta de um videogame? Jogue-o no outro idioma.

Tem um livro favorito? Leia-o no outro idioma.

Tem um artista favorito? Ache o equivalente dele no outro idioma.

Basta juntar o idioma ao que você já gosta, assim você vai curti-lo naturalmente.

Foi isso que me fez voltar a estudar francês depois de desistir.

E com certeza me impediu de abandonar o alemão.

Então faça.

Falando do número 2, talvez não pareça muito claro.

De tudo o que eu poderia ter escolhido, por que “Não se leve a sério”?

Porque é bem provável que você ainda faça isso.

É possível que você ainda hesite em tentar falar o outro idioma.

E talvez seja por medo.

Medo de ser julgado.

De ser zoado.

De errar.

Mas são medos que só vêm quando você se leva a sério demais.

Tão a sério que só o pensamento de você errando no outro idioma já te aterroriza.

E adivinha só?

Você PRECISA errar no outro idioma para melhorar nele.

Então começa logo, coisa linda.

Mas ainda assim, a opção mais poderosa na minha opinião é a terceira.

Ter experiências possíveis só por conta do idioma.

É uma coisa tão singular que acredito que só alguns vão entender o que quero dizer.

Ser capaz de ler um livro que vai mudar sua vida e que só existe no idioma.

Ver um filme que vai te inspirar a fazer coisas grandes, e que não tem tradução.

O mesmo vale para músicas, canais do YouTube, podcasts, séries, documentários, e o principal…

Pessoas.

Amigos que você vai ter, relacionamentos que vai criar, oportunidades de negócios que vão surgir…

É fundamentalmente por isso que eu aprendo idiomas.

Pela versão enriquecida da minha vida que eu sei que existe com o outro idioma.

Quando você sente nem que só um tiquinho disso, já se apaixona.

Agora, quero que você se lembre do título dessa newsletter.

“É pra ser difícil mesmo.”

Eu acabei de te dar uma série de opções para deixar tudo mais fácil.

Por que eu insistiria que é difícil?

Porque o mundo não vai magicamente mudar para te ajudar nisso.

Os problemas no trabalho vão continuar vindo.

Questões familiares podem surgir.

Problemas de saúde também.

Te deixando cada vez com menos tempo disponível.

Meu ponto aqui é te dizer o seguinte:

Aprender um novo idioma não é difícil pelo como.

É difícil pelo mais.

O que mais vai exigir sua atenção.

Quem mais vai entender a jornada que você tá agora.

Onde mais você pode ir para focar totalmente no idioma.

Isso mais as suas crenças limitantes e hábitos ruins pré-instalados.

Não é difícil porque idiomas são difíceis.

É difícil porque a vida não facilita.

E não é para ela facilitar.

É para nos apresentar problemas, soluções, mistérios, reviravoltas…

Que, por sua vez, fazem a vida ser o que realmente deve ser:

Uma baita aventura.

Então sim, é pra ser difícil mesmo.

Mas como o rapper Vince Staples canta:

“A vida é braba, mas eu sou mais.”

Você consegue.

Vai em frente, meu amigo.

Quem é Jonatha Koeller?

Sou um poliglota autodidata fluente em 6 idiomas e já a caminho dos próximos. Há 9 anos ajudo pessoas a desbloquear sua capacidade natural de aprender línguas e alcançar a fluência no idioma desejado em questão de meses.

Já trabalhei como mentor de idiomas em empresas como Sony Music, Vale, Globo, Accenture, Scrumlaunch, ajudando desde funcionários da base até CEOs.

Não sei o que você vai achar mais surpreendente: eu ter feito isso tudo, ou ser careca aos 26. De qualquer forma, você pode ser a próxima pessoa que vou ajudar a se tornar fluente, desbloqueando sua capacidade natural de aprender línguas.

Conheça minha mentoria de idiomas.

Tenha aulas particulares com um professor nativo toda semana e esteja falando inglês em 6 meses sem precisar de livros de gramática e exercícios chatos.

Você vê o que eu sou. O que eu sou é resultado daquilo que faço repetidamente. Excelência não é um ato. .É um hábito.