05/10/24

Não entende os nativos? Faça isso.

A resposta Ă© literalmente 1 palavra.

E essa palavra Ă© ‘referĂȘncia’.

Na verdade, o termo que uso com meus alunos Ă© maior.

4 palavras no total:

Quadro de referĂȘncia fonĂ©tica.

Calma, vocĂȘ jĂĄ vai entender.

Imagine uma pintura qualquer.

Essa pintura, por mais simples que seja, sĂł Ă© uma pintura em si pelo quadro.

O quadro define até onde a tinta irå e como ela ficarå distribuída.

Justamente por isso, também define o que a tinta vai significar dentro daquele limite.

Sem o quadro, sĂł terĂ­amos um monte de tinta jogado numa superfĂ­cie sem sentido algum.

Ou seja: o quadro serve de referĂȘncia para vocĂȘ entender o que pensar da tinta dentro dele.

O mesmo acontece com nossos ouvidos.

Por que vocĂȘ acha que a letra ‘A’ tem o som que vocĂȘ ouviu agora na sua cabeça quando leu?

Por que não soou como ‘ou’, ‘ia’, ‘ei’ etc.?

Porque Ă© a referĂȘncia que vocĂȘ tem.

Mas vocĂȘ nĂŁo nasceu com ela, foi aprendida.

Assim como americanos aprenderam a associar o som ‘ei’ com a letra ‘A’, vocĂȘ fez o mesmo com outro som.

Foi por conta das milhares de referĂȘncias sonoras que seus ouvidos receberam em portuguĂȘs que vocĂȘ aprendeu a entender o que os brasileiros falam.

Ou seja, se vocĂȘ tiver as mesmas referĂȘncias no outro idioma, vai entender os nativos sem dificuldade.

Aqui, algumas perguntas surgem:

  1. Como criar essa referĂȘncia do zero?
  2. Por que crianças conseguem tão råpido?
  3. Se os adultos também conseguem, tem algum jeito de acelerar esse processo?

Vamos responder cada uma.

  1. Como criar essa referĂȘncia do zero.

Vamos fazer uma engenharia reversa:

Lembra como vocĂȘ criou esse banco de referĂȘncias sonoras em portuguĂȘs?

Passou milhares de horas com o idioma ouvindo e lendo ao mesmo tempo quando criança.

Assim, seus olhos trabalharam com os seus ouvidos para atribuir sons Ă s letras que apareciam na sua frente.

Foi assim que vocĂȘ aprendeu o som de consoantes, vogais, sĂ­labas, ditongos etc. em portuguĂȘs.

Fazendo o mesmo processo de escuta + leitura no outro idioma, vocĂȘ criarĂĄ um banco de referĂȘncias sonoras assim como criou na sua lĂ­ngua.

  1. Por que crianças conseguem tão råpido?

Muitos adultos acreditam que o Ășnico momento de aprender outra lĂ­ngua Ă© na infĂąncia.

Faz sentido pensar assim porque crianças aprendem a falar o próprio idioma aparentemente sem esforço.

O problema é que ninguém explica por que parece ser tão fåcil assim.

A razĂŁo disso tem nome:

Neuroplasticidade.

Em outras palavras, a capacidade do cérebro de se reorganizar para integrar novas informaçÔes e desenvolver novas habilidades.

Devido ao cĂ©rebro infantil estar em formação e aprendendo as milhares de coisas que precisa para poder sobreviver (andar, beber, comer, engolir, etc.), a prĂłpria natureza o faz ter muita neuroplasticidade para garantir sua sobrevivĂȘncia.

Comprovadamente, quando nos tornamos adultos, os índices de neuroplasticidade começam a cair e se mantém em declínio até o fim da vida.

“Meu Deus John, que notícia boa hein
”

AĂ­ que estĂĄ.

Existem medidas que os adultos podem e devem tomar para não só evitar a queda dela, mas para estimular o seu aumento a níveis semelhantes aos de um cérebro infantil!

Aqui surge a terceira pergunta:

  1. Se os adultos também conseguem, tem algum jeito de acelerar esse processo?

Sim, os adultos conseguem.

Sim, tem como acelerar.

A resposta simples é ter altos níveis de neuroplasticidade para que seu cérebro consiga reter as novas informaçÔes e fazer associaçÔes mais råpido.

O ponto Ă©:

O que faz a neuroplasticidade do cérebro adulto comprovadamente aumentar?

TrĂȘs coisas: leitura, exercĂ­cio fĂ­sico e sono.

Leitura → Aqui me refiro Ă  leitura que estimule seu cĂ©rebro, idealmente ficção e nĂŁo-ficção. Nada de fofoca ou idiotices.

Exercício físico → Não precisa virar bodybuilder, basta se exercitar regularmente incluindo movimentos corporais desafiadores o suficiente.

Sono → É durante o sono que seu cĂ©rebro repara a si mesmo, joga fora as informaçÔes inĂșteis e guarda as Ășteis. É nesse momento que ele vai guardar os novos sons, entĂŁo durma bem todos os dias!

O que quero que vocĂȘ entenda Ă© o seguinte:

Conseguir entender os nativos, no fim das contas, se resume a ouvir mais o idioma enquanto pode ler ao mesmo tempo parar consultar os significados e se acostumar a eles.

A questĂŁo Ă© que, se sĂł isso bastasse, qualquer pessoa que morasse fora nunca mais teria problemas com o outro idioma, e sabemos que nĂŁo Ă© assim.

E se nĂŁo Ă© assim, Ă© porque nĂŁo basta sĂł ouvir e ler.

É preciso ouvir e ler com o cĂ©rebro funcionando a prĂłximo de 100% de sua capacidade cognitiva.

Isso só se alcança aumentando a neuroplasticidade.

Por isso digo:

Conforto ≠ Progresso.

VocĂȘ vai precisar ouvir por horas e horas.

No inĂ­cio nĂŁo vai entender praticamente nada.

Vai sentir que estĂĄ perdendo tempo fazendo isso.

Mas, na verdade, estĂĄ no caminho certo.

Basta ter paciĂȘncia e cuidar do que pode para acelerar sua aprendizagem.

Com isso, entender todos os nativos serĂĄ meramente uma questĂŁo de tempo.

Não esqueça disso.

Sucesso a vocĂȘ, meu amigo.

Quem Ă© Jonatha Koeller?

Sou um poliglota autodidata fluente em 6 idiomas e jĂĄ a caminho dos prĂłximos. HĂĄ 9 anos ajudo pessoas a desbloquear sua capacidade natural de aprender lĂ­nguas e alcançar a fluĂȘncia no idioma desejado em questĂŁo de meses.

Jå trabalhei como mentor de idiomas em empresas como Sony Music, Vale, Globo, Accenture, Scrumlaunch, ajudando desde funcionårios da base até CEOs.

NĂŁo sei o que vocĂȘ vai achar mais surpreendente: eu ter feito isso tudo, ou ser careca aos 26. De qualquer forma, vocĂȘ pode ser a prĂłxima pessoa que vou ajudar a se tornar fluente, desbloqueando sua capacidade natural de aprender lĂ­nguas.

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Tenha aulas particulares com um professor nativo toda semana e esteja falando inglĂȘs em 6 meses sem precisar de livros de gramĂĄtica e exercĂ­cios chatos.

VocĂȘ vĂȘ o que eu sou. O que eu sou Ă© resultado daquilo que faço repetidamente. ExcelĂȘncia nĂŁo Ă© um ato. .É um hĂĄbito.