01/06/24

O mundo não quer que você fale outro idioma.

E não, não é “teoria da conspiração”.

É um fato da vida humana.

O mundo—e aqui entendo as pessoas e ambientes com os quais interagimos diariamente—não vai se reorganizar para ajudá-lo em algo, seja conseguir um aumento, perder peso, ou aprender outra língua.

Por mais óbvio que seja, se analisarmos nossas escolhas e hábitos, muitas vezes não consideramos isso.

Não consideramos que para desenvolver uma habilidade que nunca tivemos, precisamos fazer o que nunca fizemos.

E é essa a questão: por que esse processo parece ser tão difícil?

Porque há uma palavra que governa nossas vidas.

Homeostase.

Pela definição do dicionário de Cambridge, é a capacidade ou tendência de um organismo vivo, célula ou grupo de manter as condições dentro dele iguais, apesar de quaisquer mudanças nas condições ao seu redor.

Biologicamente somos programados para sobreviver, não para conseguir promoções no trabalho, viajar o mundo ou aprender idiomas diferentes.

Funciona assim:

Ficar onde e como está = menos riscos = maior chance de sobrevivência = sucesso.

Entretanto, uma vida bem vivida não é uma onde apenas se sobrevive.

É uma onde nos aperfeiçoamos, vencemos nossos medos e prosperamos.

Quando você estabelece “aprender outro idioma” como meta, você interrompe a homeostase.

Isso se aplica a qualquer hábito novo, mas principalmente à aprendizagem de uma língua.

Para aprender idiomas, é preciso passar o máximo de tempo possível com eles.

Isso requer direcionamento, organização e, acima de tudo, priorização.

Direcionamento → Para saber o que fazer no idioma.
Organização → Para que o contato com ele ocorra sem esforço.
Priorização → Para ignorar tudo que não te ajude nesse processo.

Não basta só querer aprender inglês, é preciso saber com clareza o que fazer.

Não basta só saber o que fazer, é preciso se organizar para fazê-lo todos os dias.

E para fazê-lo todos os dias, é preciso colocá-lo acima de muitas coisas na sua vida.

Tome minha história como exemplo.

Não tive uma infância e adolescência tipicamente brasileiras, recheadas de samba, pagode, funk brasileiro, sertanejo, assistindo YouTubers como Whindersson Nunes, Felipe Neto, novelas e filmes brasileiros etc.

Tive uma experiência mais americanizada, recheada de hip hop americano, rock, grunge, metal, indie, pop punk, jazz, folk, YouTubers como Jacksfilms e Tobuscus, comediantes como Dane Cook e Katt Williams, desenhos como The Boondocks etc.

Não fiz isso porque acreditava no clichê ignorante de que tudo que é americano é melhor.

Fiz simplesmente por maior gosto e identificação.

Ou seja, não forcei o contato com o idioma porque queria desesperadamente aprendê-lo.

Encontrei um jeito de gostar dele, o adaptando aos meus interesses.

Foi isso que me fez conhecer tanto da cultura americana quanto da língua inglesa.

Estar nesse “mundo”, onde o entretenimento que assistia, as músicas que ouvia e as pessoas com as quais interagia eram majoritariamente americanos.

Mas se estava nesse “mundo”, era porque ignorava o externo e conscientemente construía um outro.

Como diz o ditado francês: choisir c’est renoncer (escolher é renunciar).

E esse é meu ponto ao escrever isso.

É fazer você pensar no que constitui seu mundo atual e em qual direção você está indo.

Os influencers que você segue, os artistas que ouve, os políticos que gosta etc. não se importam se estão te ajudando com seus objetivos ou não.

O que importa é que sua atenção esteja direcionada a eles.

E não os julgo.

Eles têm contas para pagar, famílias para sustentar e funcionários que dependem deles.

Porém, como disse Tony Robbins: where attention goes, energy flows (onde a atenção vai, a energia flui).

Nossa vida é a materialização de onde escolhemos pôr nossa atenção continuamente até agora.

O problema é que, como vivemos de forma automatizada, não percebemos se a estamos colocando nos lugares certos.

Por isso, pensar da seguinte maneira ajudará muito:

Se suas escolhas e hábitos fossem as de outra pessoa e você pudesse analisá-los friamente, qual seria a conclusão?

Se uma pessoa sobrepeso escolher se exercitar e cortar o açúcar, podemos concluir que irá emagrecer.

Se um ex-alcoólatra voltar a sair com amigos viciados, podemos concluir que voltará ao vício.

Agora, pensando na sua rotina, qual seria a conclusão?

Que em pouco tempo estará fluente em outro idioma?

Ou que terá mais uma tentativa frustrada de aprender?

Analise tudo que constitui o seu mundo pessoal.

Seus feeds nas redes sociais, as mensagens que recebe e os canais que assiste não vão magicamente mudar para outro idioma para ajudá-lo.

Tampouco seus amigos e sua família.

Não escrevo isso para defender um isolamento social a fim de aprender outro idioma.

Escrevo isso para lembrá-lo que aprendizagem só pode ocorrer com intenção.

Se sua intenção é aprender outro idioma, construa um mundo que te leve até isso.

Crie outro perfil em redes sociais e só siga pessoas que falam o idioma (use palavras-chave no idioma para encontrá-los).

Só ouça músicas nesse idioma e acompanhe as letras.

Sempre busque o significado do que não entender.

Quando não conseguir entender, confie que no futuro irá.

Consuma vários tipos de entretenimento no idioma até encontrar um que mais te agrade.

Faça amizades com nativos em aplicativos.

Não estou falando de “Oi, td bem? Tudo e vc? Tudo bem tbm.”

Mas sim de se importar com a pessoa, sua família, sua história, e quem sabe um dia até encontrá-la.

Mande áudios falando o que puder.

Faça chamadas de vídeo.

Realmente viva o idioma.

Sei que só de ler isso você pode sentir desconforto e até pensar “não vou não, eu hein, passar essa vergonha…”.

Mas lembre: aprender uma nova habilidade é quebrar a homeostase.

Uma hora ou outra, o desconforto virá.

E se há desconforto, significa que você está se esforçando para evoluir.

Isso não é apenas “estudar”.

É construir um mundo que vai te levar à fluência.

É ativamente mudar a sua vida.

Criar o seu próprio destino.

É o que venho fazendo há mais de uma década.

Não é talento, dom ou qi alto.

É direcionamento, organização e priorização.

Ninguém pode fazer isso por você.

Só você.

Não espere mais.

Quem é Jonatha Koeller?

Sou um poliglota autodidata fluente em 6 idiomas e já a caminho dos próximos. Há 9 anos ajudo pessoas a desbloquear sua capacidade natural de aprender línguas e alcançar a fluência no idioma desejado em questão de meses.

Já trabalhei como mentor de idiomas em empresas como Sony Music, Vale, Globo, Accenture, Scrumlaunch, ajudando desde funcionários da base até CEOs.

Não sei o que você vai achar mais surpreendente: eu ter feito isso tudo, ou ser careca aos 26. De qualquer forma, você pode ser a próxima pessoa que vou ajudar a se tornar fluente, desbloqueando sua capacidade natural de aprender línguas.

Conheça minha mentoria de idiomas.

Tenha aulas particulares com um professor nativo toda semana e esteja falando inglês em 6 meses sem precisar de livros de gramática e exercícios chatos.

Você vê o que eu sou. O que eu sou é resultado daquilo que faço repetidamente. Excelência não é um ato. .É um hábito.