Se você não fizer isso antes.
Tentar aprender inglês (ou outro idioma) sem responder claramente à pergunta:
Por que quero aprendê-lo?
…é perda de tempo.
Talvez seja pelo currículo, viagens, networking…
Mas talvez não.
Muitos me perguntam por que quis ser poliglota.
É bonito dizer que queria ter mais conhecimento e ajudar alunos — e é verdade.
Mas também há outra razão:
Eu queria ser foda. Fazer o que poucos conseguem.
Poder dizer: “Olha o que eu alcancei… surreal.”
Dane-se o “Mas é egoísta”… Se te move, é válido.
Hoje quero te ajudar a encontrar isso: o seu porquê.
Quando achá-lo, você se tornará imparável.
Vem comigo.
Você precisa de um porquê, mas não qualquer um.
Ele precisa estar profundamente ligado a quem você é.
Razões superficiais não duram.
“Quero viajar.”
“Quero ser promovido.”
“Acho que seria legal.”
Essas podem despertar curiosidade.
Mas não vão te sustentar quando as coisas ficarem difíceis.
Porque aprender idiomas não é um caminho reto.
Você vai sentir tédio.
Você vai se sentir perdido.
Você vai duvidar de si mesmo.
E nesses momentos, apenas uma coisa vai te manter seguindo:
Um propósito que vai além de você.
Um que esteja enraizado na sua identidade.
Seu chamado.
Sua visão de quem você está se tornando.
O que acontece quando sua razão é superficial é isso:
Você pode estudar por algumas semanas.
Daí pula um dia.
Depois dois.
Depois uma semana.
E vai dizer pra si mesmo: “Talvez agora não seja a hora…”
Mas a verdade é:
Seu porquê não era real o suficiente.
Se você quer hábitos duradouros, principalmente algo tão exigente quanto um novo idioma…
Eles devem surgir da sua identidade.
Você age baseado em quem acredita que é.
Sua identidade → molda suas ações.
Suas ações → moldam seu aprendizado.
Seu aprendizado → molda sua realidade futura.
Tudo começa com como você se vê.
Josh Barnett, lutador profissional e de MMA falou da melhor forma quando foi no podcast Joe Rogan Experience (Episódio 1503, aos 16:31 no YouTube):
“Tudo o que você faz deveria ser em devoção ao ideal que está tentando criar.”
Significa que seus hábitos diários, mesmo os “pequenos”, não são aleatórios.
Eles estão alinhados com seu ideal…
Ou estão te afastando dele.
Então, se o seu ideal é se tornar alguém que conecta culturas…
Que espalha uma mensagem…
Que ajuda os outros…
Então aprender um novo idioma se torna sagrado.
Não é uma tarefa, é uma oferta.
Viktor Frankl, sobrevivente do Holocausto, neurologista e autor do livro O Homem Em Busca de um Sentido foi ainda mais fundo:
“Ao declarar que o ser humano é uma criatura responsável e precisa realizar o sentido potencial de sua vida, quero salientar que o verdadeiro sentido da vida deve ser descoberto no mundo, e não dentro da pessoa humana ou de sua psique, como se fosse um sistema fechado. Chamei esta característica constitutiva de ‘a auto-transcendência da existência humana’. Ela denota o fato de que o ser humano sempre aponta e se dirige para algo ou alguém diferente de si mesmo – seja um sentido a realizar ou outro ser humano a encontrar. Quanto mais a pessoa esquecer de si mesma – dedicando-se a servir uma causa ou a amar outra pessoa – mais humana será e mais se realizará.”
Frankl está nos dizendo que o nosso sentido não vem de olhar para dentro para sempre.
Vem de apontar para fora.
Para uma causa.
Para uma missão.
Alguém para servir.
Aprender idiomas se torna poderoso quando ligado a esse tipo de sentido.
Quando não é só sobre “você” se aprimorando…
Mas sim sobre o que você está se tornando a serviço de algo maior.
É quando o hábito se mantém.
É quando você supera o cansaço.
É quando você vai além.
Então, vamos deixar isso mais prático.
Aqui vai um guia pra te ajudar a descobrir como o idioma que você quer aprender se conecta ao seu chamado de vida:
Se pergunte:
Você não nasceu para maratonar Netflix e memorizar regras gramaticais.
Você está aqui para algo.
Escreva um tipo de declaração de missão.
Algo como:
“Sou alguém que une pessoas através de culturas.”
“Sou uma voz para os que não se levantam.”
“Sou um curador que escuta profundamente, mesmo através de fronteiras.”
“Sou um criador e minhas palavras viajarão o mundo.”
Esse é o ideal que você venera.
Aquele do qual o Josh Barnett falou.
Todos os dias, suas ações se tornam uma forma de devoção.
Agora pense:
Se seu chamado é compartilhar ideias, talvez seja o inglês.
Se é trabalhar com imigrantes, talvez seja o espanhol ou o árabe.
Se é explorar sabedoria espiritual, talvez seja hebraico, sânscrito ou latim.
Torne essa conexão óbvia e envolva seu emocional.
Diga:
“Não estou aprendendo [idioma].
Eu sou um comunicador.
Sou alguém que cruza pontes, não que levanta muros.
Isso é quem eu sou agora.”
Identidade primeiro. A fluência vai seguir.
Sim, devoção.
Porque se é sagrado para a sua missão, você vai tratar dessa forma.
Você não vai pular dias.
Não vai ter medo de errar.
Não vai desistir quando o progresso for lento.
Por quê?
Porque você sabe o que tá construindo.
Você não tá só memorizando vocabulário.
Você tá realizando o seu potencial.
Cada sessão de estudo.
Cada palavra que memoriza.
Cada conversa que tenta ter…
…é tudo devoção ao ideal que você está criando.
Não é só gramática.
Não é só vocabulário.
É devoção.
Porque você sabe o que tá em jogo:
A vida que você tá aqui para viver.
As pessoas que você tá aqui pra impactar.
A história que você deve escrever.
Não é sobre idiomas.
É sobre se tornar a versão de si mesmo que você sabe que deveria ser.
E usar todas as ferramentas, principalmente o idioma, para chegar lá.
Então não começa com um livro didático ou mais um aplicativo.
Encontra o seu porquê primeiro.
Conecte-o ao seu chamado, e só aí siga em frente.
É assim que você se torna imparável.
Cada palavra que você aprende é um tijolo na catedral do seu futuro.
Então construa para alguém além de apenas você mesmo.
Faça desse o seu caminho.
Faça desse o seu poder.
Faça disso o seu porquê.
Você consegue, meu amigo.
Referências: