31/08/24

Esse livro colocará sua vida em ordem. (Série de 5 partes)

Contanto que você controle o caos ao seu redor.

O livro do qual estou falando é “12 Regras para a Vida: Um Antídoto para o Caos”, do psicólogo, professor e autor Jordan Peterson.

O título é autoexplicativo, eu sei.

Porém sinto que algumas das regras que ele defende são mais importantes do que outras.

Isso, logicamente, vindo da minha própria experiência com cada uma delas.

Caso você nunca tenha ouvido falar desse livro, essas são as 12 regras:

Regra 1. Costas eretas, ombros para trás.

Regra 2. Cuide de si mesmo como cuidaria de alguém sob a sua responsabilidade.

Regra 3. Seja amigo das pessoas que querem o melhor para você.

Regra 4. Compare a si mesmo com quem você foi ontem, não com quem outra pessoa é hoje.

Regra 5. Não permita que os seus filhos façam algo que faça você deixar de gostar deles.

Regra 6. Deixe a sua casa em perfeita ordem, antes de criticar o mundo.

Regra 7. Busque o que é significativo, não o que é conveniente.

Regra 8. Diga a verdade—ou, pelo menos, não minta.

Regra 9. Presuma que a pessoa com quem você está conversando possa saber algo que você não sabe.

Regra 10. Seja preciso no que diz.

Regra 11. Não incomode as crianças quando estão andando de skate.

Regra 12. Acaricie um gato ao encontrar um na rua.

As que mais impactaram minha vida como jovem adulto começando sua carreira profissional ensinando inglês para adolescentes e adultos foram, sem sombra de dúvida, as regras 1, 2, 3, 4, 6 e, acima de tudo, a 7.

Deixe eu explicar por que, começando pela primeira regra.

Para que eu possa fazer isso, preciso dar um pouco de contexto primeiro.

Cresci com um pai que trabalhava como soldador naval e uma mãe dona de casa.

Ele religiosamente acordava às 3:50 da manhã todos os dias para o trabalho porque o trajeto levava de 2 a 3 horas, já que tinha que pegar um ônibus e uma balsa.

Tínhamos o suficiente para viver, mas sem dúvida não o suficiente para mais do que isso.

Ir ao cinema, por exemplo, era praticamente um luxo.

A razão pela qual digo isso é porque, quando você cresce em um ambiente assim, tende a desenvolver a mentalidade de aceitar o que vier no seu caminho.

Sua realidade é problemática de tantos jeitos que parece que não dá para fazer muito para mudá-la.

Isso afeta o jeito em que você a vida e a si mesmo.

E a maneira como você se comporta reflete isso, quer você perceba ou não.

É bem fácil de se notar: na próxima vez que estiver na rua, olhe as pessoas ao seu redor e veja se percebe um padrão com aquelas que transmitem uma vibe mais “feliz”.

Com certeza você vai.

E é exatamente sobre isso que a regra 1 fala.

Regra 1: Costas eretas, ombros para trás.

Peterson descreve como, no reino animal, a postura está ligada à dominância e ao status social.

As lagostas, por exemplo, exibem dominância ao se manterem eretas após vencerem uma batalha, o que aumenta os seus níveis de serotonina e melhora suas chances de vencer futuros combates.

Ele explica que, ao ficar em pé com os ombros para trás, você pode “aceitar voluntariamente o fardo de Ser.”

Isso significa assumir responsabilidades e buscar uma vida significativa.

Fazer isso fortalece seu próprio senso de autoestima e sua capacidade de enfrentar desafios.

Aliás, tive um aluno anos atrás que era o exemplo perfeito dessa regra.

Não por acaso ele me lembrava muito do meu eu mais jovem.

Ele me falava sobre como tinha baixa autoestima, como queria começar a se fazer academia mas não podia pagar por uma, e como não se sentia bem consigo mesmo.

Aqui está a coincidência: se você o visse andando pelas ruas, como eu às vezes o via, ia notar isso imediatamente.

Todos os pensamentos dele se manifestavam na maneira como ele caminhava.

Todo curvado, como se estivesse tentando se proteger do mundo.

Foi por causa dessa mudança que comecei a ter e a perceber que muitas pessoas também precisavam ter que a segunda regra fez tanto sentido para mim.

Regra 2: Cuide de si mesmo como cuidaria de alguém sob a sua responsabilidade.

Minha vida mudou totalmente quando entendi isso.

Podemos fazer mil e um sacrifícios para cuidar e ajudar nossos amigos e familiares.

Mas não para nós mesmos.

Eu costumava ser exatamente assim, mas nunca conseguia entender por quê.

Então, me deparei com essa parte do livro:

“[…] todas as pessoas são profundamente falhas. Todos estão destituídos da glória de Deus. Porém, se esse fato cruel significasse que não temos a responsabilidade de cuidar de nós mesmos como dos outros, todos seríamos brutalmente punidos o tempo todo. Isso não seria bom. Isso faria as falhas do mundo — que podem fazer todos aqueles que pensam honestamente questionarem a própria decência do mundo — ficarem ainda piores, de todas as formas. Isso de modo algum pode ser o caminho certo a seguir. Cuidar de si mesmo da forma que cuidaria de alguém sob sua responsabilidade significa considerar o que seria realmente bom para você. […] Você precisa determinar como agir consigo mesmo para que tenha mais chances de se tornar e permanecer sendo uma boa pessoa. Seria bom fazer do mundo um lugar melhor. […] Cuide de si mesmo como cuidaria de alguém sob sua responsabilidade.”

É isso que não conseguimos entender.

Nós não somos meramente nós.

Somos todos parte dessa gigantesca e extremamente complexa rede de pessoas na sociedade.

Quer dizer que, se você realmente se importa com os outros, então não tem escolha A NÃO SER realmente cuidar de si mesmo.

Caso contrário, você não vai poder fazer nada por ninguém.

Pode parecer clichê, mas é totalmente verdade.

E é precisamente por isso que você também deve ser muito cuidadoso com quem permite estar próximo de você.

Algumas pessoas não querem o que é certo para você e ativamente farão que seja mais difícil você conseguir isso.

Daí a regra número três.

Regra 3: Seja amigo das pessoas que querem o melhor para você.

Se pergunte o seguinte agora:

“A maioria das pessoas ao meu redor ficaria feliz de verdade em me ver conseguir conquistar algo grande?”

Realmente reflita sobre isso.

Me lembro de uma vez em que gabaritei uma prova quando estudava Educação Física na faculdade e fiquei feliz para caramba por ter conseguido.

Compartilhei isso com dois amigos meus daquela época.

Um quase parecia mais feliz do que eu, gritando “BOA MANO, P*RRAAAAAAAA!!!”.

A outra literalmente me enviou uma foto do boletim do semestre mostrando que tinha tirado gabaritado quase tudo naquele semestre.

Desnecessário dizer que eu e a segunda pessoa não nos falamos mais.

Entretanto, olha que coisa interessante:

Eu também não falo mais com a primeira.

O motivo é que, quando comecei a ir à academia, comer melhor, ler mais e aprender outras coisas, ele não só não acompanhou, como também me criticou e zombou de mim por “querer me exibir e ser melhor que os outros”.

O engraçado é que, por parar de me associar a essas pessoas, senti que tinha motivo suficiente para me ver como um tipo de ser superior, muito acima da média.

Foi quando um amigo meu que era empreendedor e havia acabado de superar 1 milhão em receita começou a demorar mais para responder minhas mensagens.

E não só isso.

Toda vez que conversávamos, eu percebia que nossas conversas demoravam mais para desenvolver.

Parecia que simplesmente não conseguíamos mais nos conectar, mesmo que eu tentasse ao máximo.

E, com o tempo, eu o entendi.

Ele já havia me dito várias vezes que eu era o melhor professor que ele já havia encontrado e que deveria arriscar mais.

Até se ofereceu para me apoiar financeiramente em qualquer projeto que eu tivesse sem nenhuma garantia do resultado.

Mas eu escolhi a segurança.

Ele não.

Toda vez que conversávamos, a mera presença dele me servia como um lembrete disso.

Eu sabia que estava desperdiçando meu potencial porque ele não estava desperdiçando o dele, e qualquer pessoa perceberia isso também.

Ele começou a se associar com pessoas com a mesma mentalidade, enquanto eu permanecia o mesmo por medo.

Nós naturalmente nos afastamos e, pela primeira vez, eu realmente entendi o que Peterson estava falando no final do capítulo dessa regra.

Nas próprias palavras dele:

“Quando ousa aspirar mais alto, você revela a inadequação do presente e a promessa do futuro. Então, você incomoda os outros, no fundo de suas almas, onde sabem que seu cinismo e imobilidade são injustificáveis. Você atua como Abel para o Caim deles. Você os lembra que eles pararam de se importar não por causa dos horrores da vida, que são inegáveis, mas porque não querem carregar o mundo em seus ombros, onde ele deve estar. Não pense que é mais fácil se cercar de pessoas boas e saudáveis do que das más e prejudiciais. Não é. Uma pessoa boa e saudável é um ideal. É preciso força e ousadia para estar ao lado de uma pessoa assim. Tenha um pouco de humildade. Tenha um pouco de coragem. Use o seu juízo e proteja-se da compaixão e piedade totalmente desprovidas de senso crítico. Seja amigo de pessoas que queiram o melhor para você.”

O que eu não entendi naquela época, no entanto, foi o que a regra 4 afirma:

Regra 4: Compare a si mesmo com quem você foi ontem, não com quem outra pessoa é hoje.

Eu me comparava com aquele amigo e me sentia horrível por causa disso.

Ao mesmo tempo, me comparava com outros poliglotas ou professores de idiomas na internet e me sentia terrível pelas línguas que eles falavam ou o quão grandes os negócios deles já eram.

Mas eu ignorava muitas coisas também.

Eu, um brasileiro sem deficiências física de vinte e poucos anos que tinha acesso 24h à internet, com todas as necessidades essenciais atendidas, que falava inglês em um nível quase nativo, tinha vinte e poucos alunos particulares e, por isso, meu próprio pequeno negócio, me sentia terrível pelo quanto eu ainda não havia alcançado.

A comparação realmente é o ladrão da alegria.

Eu estava tão focado em olhar para a grama do vizinho que não percebia que a minha própria era mais verde que a de muita gente.

Não só isso, eu me sentia como um m*rda também.

Eu estava mirando tão alto que não percebia que já estava voando.

Quando entendi isso, percebi que muitos dos meus alunos tinham o mesmo problema com idiomas.

Eles viam um colega que falava melhor que eles e sentiam inveja ou ressentimento por isso.

Se sentiam inferiores por isso, indignos de promoções e novas oportunidades.

E por se sentirem assim, agiam de acordo e rejeitavam qualquer nova oportunidade que recebiam que exigisse o outro idioma, porque tinham certeza de que o outro faria um trabalho muito melhor.

Estavam mirando alto demais.

Se todos nós apenas nos concentrássemos em nos tornarmos um pouco melhores do que ontem, nosso progresso seria exponencial.

Nem conseguiríamos imaginar o quão grande poderia ser o nosso crescimento.

Só precisávamos parar de olhar ao redor e olhar profundamente dentro de nós mesmos.

Encontrar nossas próprias inadequações e começar a trabalhar nelas dia após dia.

É exatamente disso que Peterson fala:

“Você não precisa mais ser invejoso, porque não sabe mais se outra pessoa realmente tem algo melhor. Você não precisa mais ficar frustrado, porque aprendeu a focar baixo e a ser paciente. Você está descobrindo quem você é e o que quer, e o que está disposto a fazer. Está descobrindo que as soluções para seus problemas particulares têm que ser ajustadas para você, pessoal e precisamente. Você está menos preocupado com as ações das outras pessoas porque tem muito o que fazer.”

Mas para fazer isso, você precisa seguir o que a regra 6 diz:

Regra 6: Deixe a sua casa em perfeita ordem, antes de criticar o mundo.

Seja totalmente honesto consigo mesmo e reflita sobre o seguinte:

“Considere suas circunstâncias. Comece com pouco. Você aproveitou totalmente as oportunidades que lhe foram oferecidas? Está se esforçando em sua carreira, ou mesmo em seu emprego, ou está deixando que a amargura e o ressentimento o detenham e arrastem para baixo? Você fez as pazes com seu irmão? Está tratando seu cônjuge e seus filhos com dignidade e respeito? Tem hábitos que destroem sua saúde e bem-estar? Você realmente assume suas responsabilidades? Disse o que precisava dizer a seus amigos e familiares? Há coisas que você poderia fazer, que sabe que poderia fazer, que deixariam as coisas ao seu redor melhores? Você arrumou sua vida? Se a resposta for não, tente isso: comece a parar de fazer o que você sabe que é errado. Comece hoje.”

E olha, eu sei.

O mundo não é justo e a vida pode e realmente será difícil às vezes.

Mas reclamar disso sem considerar o que você poderia ter feito para possivelmente melhorar sua situação atual, mesmo que apenas em 1%, não vai te levar a lugar nenhum.

É por isso que amo a recomendação bem direta de Peterson:

“Não culpe o capitalismo, a esquerda radical ou a iniquidade de seus inimigos. Não reorganize o estado até que você tenha ordenado sua própria experiência. Tenha um pouco de humildade. Se você não pode levar paz para sua casa, como ousa tentar governar uma cidade? Deixe que sua própria alma o guie. Veja o que acontece ao longo dos dias e semanas. […] Talvez você descubra que sua alma, agora menos corrupta, está muito mais forte do que estaria de outra forma, consegue aguentar aquelas tragédias remanescentes, necessárias, mínimas e inescapáveis. […] Talvez você se torne uma força ainda mais poderosa para a paz e tudo aquilo que é bom. Talvez você então veja que se todas as pessoas fizerem isso, nas próprias vidas, o mundo pode parar de ser um lugar ruim. Após isso, com um esforço continuado, talvez possa até deixar de ser um lugar trágico. Quem sabe como seria a existência se todos nós decidíssemos lutar pelo melhor?”

Agora, você pode fazer o seu melhor para seguir todas essas regras e as outras, mas para conseguir fazer isso em primeiro lugar, acredito que a regra 7 precisa ser sua prioridade máxima.

Regra 7: Busque o que é significativo, não o que é conveniente.

Como você vai pôr sua vida em ordem se não conseguir julgar adequadamente o que é realmente valioso e o que não é?

Quem é realmente valioso e quem não é?

Pensa:

Todas as regras que você leu acima implicam novos comportamentos.

O que significa novos hábitos.

O que significa novos padrões de pensamento.

Estamos falando literalmente sobre mudar sua identidade.

Novamente, isso não vai acontecer em uma semana ou um mês.

É realmente o trabalho de uma vida inteira, mas começa hoje.

E começa com você deixando seus vieses de lado e reconhecendo o que é realmente significativo e merecedor de seu tempo e atenção (que são sua energia vital).

Essa regra é a principal razão pela qual eu digo que esse livro vai colocar sua vida em ordem, e o que considero ser a principal ideia que mais me ajudou desde que a encontrei.

Ela me fez entender o equilíbrio necessário entre caos e ordem.

Como Peterson afirma:

“O significado é o equilíbrio máximo entre, de um lado, o caos da transformação e da possibilidade e, do outro, a disciplina da ordem incontaminada, cujo propósito é gerar, a partir do caos, uma ordem que será ainda mais imaculada e capaz de produzir um caos e uma ordem ainda mais produtivos e equilibrados. O significado é o Caminho, a senda da vida mais abundante, o lugar em que você vive quando é guiado pelo Amor e fala a Verdade, e quando nada do que você deseja, ou poderia desejar, será mais importante.”

Uma vez que você realmente valorize o que é significativo em vez do que é conveniente, todas as outras coisas vão acontecer muito mais naturalmente.

Mas não me entenda mal, isso vai exigir trabalho e esforço.

Sem dúvida.

Mas esse aqui é o catalisador.

A coisa que muda tudo.

Eu recomendo fortemente que você compre uma cópia desse livro se ainda não o leu.

E se você não tem o hábito de ler (ainda), pode ver esse resumo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=KtOc-pg35yA

Reflita sobre tudo isso como se sua vida dependesse disso.

Porque depende.

E ela vai ser imensuravelmente melhor se você realmente fizer isso.

Ad astra, meu amigo.

Primeiro vem a identidade, que tem a ver com mudar suas crenças, sua visão de mundo, seus julgamentos, etc.

O segundo são os processos, que estão relacionados aos hábitos que você tem, as coisas que você escolhe fazer, etc.

E por último, mas não menos importante, o nível dos resultados, que se preocupa com os resultados que você vai receber: perder peso, ganhar um campeonato, conseguir uma promoção, etc.

James diz que o problema com a maioria das pessoas quando se trata de mudar os hábitos é, palavra por palavra:

“Muitas pessoas começam o processo de mudança de hábitos concentrando-se no que querem alcançar. Isso nos leva aos hábitos baseados em resultados. A alternativa é criar hábitos baseados em identidade. Com essa abordagem, começamos nos concentrando em quem desejamos nos tornar.”

“A maioria das pessoas nem sequer considera a mudança de identidade quando quer aperfeiçoar algum aspecto. Elas apenas pensam: “Quero ser magro (resultado) e, se eu adotar esta dieta, serei magro (processo).” Elas estabelecem metas e determinam as ações que devem tomar para atingir esses objetivos sem considerar as crenças que impulsionam suas ações. Não mudam a maneira como olham para si mesmas nem percebem que sua antiga identidade é capaz de sabotar seus novos planos de mudança.”

Bingo.

É POR ISSO que você precisa ser teimoso.

Porque antes de conseguir seja lá o que você deseja, você precisa se transformar na pessoa que é capaz de alcançá-lo.

Falo por experiência própria.

A primeira vez que tentei aprender francês, foi terrível.

Tão terrível que eu desisti depois de mais ou menos um mês.

Não dava para eu entender por que não tinha conseguido continuar, mas era simples.

Eu estava tão focado nos processos (usar aplicativos, traduzir, assistir aulas no YouTube) e nos resultados que queria, que esqueci de mudar quem eu era.

Não é de se surpreender que não consegui acompanhar, eu não me identificava com aquilo.

Não me via como ‘o cara que está aprendendo francês e que eventualmente vai falar francês fluentemente’.

Eu nem sequer considerava que isso poderia desempenhar um papel no meu processo de aprendizado.

Bom, não só isso desempenha um papel, como na verdade dita se você vai ter sucesso ou não.

De qualquer forma, esse fracasso me deixou curioso.

Me fez questionar por que não funcionou como pensei que funcionaria, e aí fui buscar respostas.

Li mais sobre aprendizagem de línguas e como aproveitar o cérebro adulto para aprendê-las, e então tentei uma segunda vez.

Dessa vez, funcionou perfeitamente.

Em cerca de 7 a 8 meses, conseguia entender pelo menos 90% de tudo o que assistia ou lia.

Mas ainda assim, mesmo tendo funcionado e eu conseguindo falar, não conseguia entender exatamente por que funcionou.

O que não entendia naquela época, mas que agora entendo totalmente, é que eu havia mudado meus pensamentos.

Eu costumava reclamar mentalmente sobre como a pronúncia era diferente, como falavam rápido, invertiam as palavras sem motivo (le verlan), etc.

Era isso que eu pensava sobre a língua francesa toda vez que interagia com ela durante a primeira tentativa.

E é exatamente por isso que fracassei miseravelmente.

Fracassei porque não entendia o quanto meus padrões de pensamento e crenças impactavam diretamente como eu me sentia toda vez que fazia algo nesse idioma.

Depois que desisti, levou cerca de 3 meses para realmente me concentrar, focar totalmente e tentar de novo.

TRÊS meses.

Isso são 90 dias.

São 2160 horas.

São 3 meses me perguntando “poderia ter dado certo, cara… por que não deu?”

Isso é teimosia.

Isso sou eu pensando que tinha que ter um jeito de fazer dar certo.

Talvez fazendo coisas diferentes, tentando outros métodos ou algo assim.

Mas TINHA que ter um jeito.

A principal razão pela qual eu digo que esse livro realmente mudou minha vida (e continua mudando) é porque ele me ensinou que se você for teimoso ao encontrar maneiras de mudar sua identidade, novos hábitos surgirão naturalmente.

É por isso que tenho visto literalmente milhares de pessoas nas minhas redes sociais me agradecendo porque, pela primeira vez em suas vidas, estão gostando da língua inglesa.

Talvez elas não entendam, mas é porque estão mudando quem são.

Estão se tornando pessoas que gostam do que estão fazendo, o que, por sua vez, fará com que queiram fazer mais ainda e eventualmente irá torná-las fluentes.

Como uma boa amiga minha disse recentemente: identidade deve direcionar atividade.

Quem você é naturalmente irá direcionar o que você faz.

O que você faz naturalmente irá direcionar o que você recebe.

E o que você recebe será literalmente a sua vida.

Mas entenda que essa mudança de identidade não é algo que acontece em uma semana.

Você é quem você é agora por causa das experiências e crenças que acumulou ao longo desses anos.

Você não vai mudar isso em apenas alguns dias.

E é por isso que, novamente, dou meu conselho a você:

Seja teimoso.

Tente novamente.

Fracasse.

Se levante.

Avance.

Mude.

Eu prometo que não vai ser fácil.

Mas eu prometo que essa porra vai valer a pena.

Que você alcance o que deseja, meu amigo.

Quem é Jonatha Koeller?

Sou um poliglota autodidata fluente em 6 idiomas e já a caminho dos próximos. Há 9 anos ajudo pessoas a desbloquear sua capacidade natural de aprender línguas e alcançar a fluência no idioma desejado em questão de meses.

Já trabalhei como mentor de idiomas em empresas como Sony Music, Vale, Globo, Accenture, Scrumlaunch, ajudando desde funcionários da base até CEOs.

Não sei o que você vai achar mais surpreendente: eu ter feito isso tudo, ou ser careca aos 26. De qualquer forma, você pode ser a próxima pessoa que vou ajudar a se tornar fluente, desbloqueando sua capacidade natural de aprender línguas.

Conheça minha mentoria de idiomas.

Tenha aulas particulares com um professor nativo toda semana e esteja falando inglês em 6 meses sem precisar de livros de gramática e exercícios chatos.

Você vê o que eu sou. O que eu sou é resultado daquilo que faço repetidamente. Excelência não é um ato. .É um hábito.